
Jarmusch tem aqui um dos seus filmes mais políticos, sempre em torno da sua personagem principal, um assassino solitário, representado friamente por Isaach De Bankolé. O filme funciona como uma música da banda Boris, que tem várias contribuições para a banda-sonora, uma espécie de drone envolvente que avança através da repetição de uma série de rituais, sem dar grandes pistas ao espectador do que realmente se está a passar. Mais do que tudo, o filme é um protesto corajoso, onde além do elenco de luxo e do trabalho notável de Christopher Doyle na fotografia, sobressai também a mestria da direcção de Jarmusch, em estilo minimalista e que pauta o filme como só os grandes mestres conseguem fazer.
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